sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Estudo Bibliográfico sobre a Temática Religião em Antropologia e Sociologia

Estudo Bibliográfico sobre a Temática Religião em Antropologia e Sociologia

Ao longo dos tempos a temática Religião vem sendo amplamente discutida dentro das Ciências Sociais em especial pela antropologia e pela Sociologia cujo enfoque é dado para formação da identidade e das diversas práticas coletivas que permeiam as mais diversas sociedades, desde as ditas “sociedades primitivas”, até as mais modernas.
A religião em muitos trabalhos é abordada como um sistema simbólico desde a fundação das Ciências Sociais e das disciplinas a partir do século XIX, e que nos dias atuais continuam a sendo motivos de estudos que se ampliam quanto mais se busca levar a sociedade para um modelo homogêneo de Cultura, a religião deve ser encarada como um produto da cultura humana e a função social, como postula Max Weber em seu famoso livro: “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” . Em que se tem uma correlação de sistemas simbólicos, tais como a religião e a econômica para o desenvolvimento de uma determinada sociedade, e neste caso Weber está analisando o desenvolvimento do sistema capitalista em que o fator religioso aparece como fundante para tal.
Como coloca Weber, ao afirma que a religião protestante exerce bastante influência para o desenvolvimento do capitalismo em países como a Alemanha Oriental e Polônia.
É bem verdade que a maior participação relativa dos protestantes na propriedade do capital, na direção e nas esferas mais altas das modernas empresas comerciais e industriais pode em parte ser explicada pelas circunstâncias históricas oriundas de um passado distante, nas quais a filiação religiosa não poderia ser apontada como causa da condição econômica, mas até certo ponto parece ser resultado desta.

Assim percebe-se o quanto o poder religioso se coloca diante da sociedade afim de, reger o caminho ao qual se deve seguir e é através do protestantismo que se tem um avanço da economia, baseados na reforma feita por Lutero, em que os afazeres e autoridades seriam encarados como um valor ético assumido pelo indivíduo, assim aturidades pensariam a ser tidas como vocação e passando também a ter um caráter religioso.
Três dos cincos capítulos contidos no livro, Max Weber deixa claro o papel da religião sobre o desenvolvimento político e econômico de alguns países europeus nos séculos XVII e XVIII, principalmente as religiões tidas como protestantes, tais como as que o próprio autor coloca no capítulo IV do livro, intitulado de: “Fundamento religioso do ascetismo laico”. Como o Calvinismo, o pietismo, o metodismo e as seitas bastistas.
Já de acordo com Karl Marx partindo da sua tese de materialismo dialético, em que única realidade possível, negando a existência de Deus, de outras vidas e da alma, a religião nada mais é a pura produção ideológica fruto de uma ilusão da Consciência humana.
A produção das idéias, das representações e da consciência está, a princípio direta e intimamente ligada à aturidade material e ao comércio material dos homens; ela é a linguagem da vida real. [...] o mesmo acontece com a produção intelectual tal como se apresenta na linguagem da política, na das leis, da moral, da religião, da metafísica etc. de todo um povo. São os homens que produzem suas representações, suas idéias etc. [...]
Como se vê Marx postula que o campo religioso é produzido tendo em vista a autoridade material em conformidade com o desenvolvimento das relações sociais e produtivas.
Assim, a moral, a religião, a metafísica e todo o restante da ideologia, bem como as formas de consciência a elas correspondentes, perdem logo toda a aparência de autonomia. Não têm história, não têm desenvolvimento; ao contrário, são os homens que, desenvolvendo sua produção material e suas relações materiais transformam com a realidade que lhes são próprias, seu pensamento e também os produtos do seu pensamento. Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.
Segundo Marx a história da humanidade tem como mola propussora o processo de produção, através da sociedade civil organizada enquanto constituinte do Estado em sua ação, e também como agente criador de consciência religiosa, filosófica e moral.
Marx afirma que para aniquilar o sentimento de que a força motriz da história é o sentimento religioso para os alemães de uma transformação da realidade existente, através do víeis comunista, pois segundo o autor só através do verdadeiro comunista é que se derrubaria essa ordem existente.
Já para antropólogos como Claude Lévi-Strauss o aspecto religioso tem funções culturais e que manifesta-se no cotidiano de grupos através de ritos, cerimônias normas, modelos e hierarquização.
A religião é bastante permanente na obra de Lévi-Strauss, em sua obra “Antropologia Estrutural” coloca no capítulo IX intitulados “O Feiticeiro e Sua Magia”, o autor enfatiza a importância de rituais mágicos para certas comunidades indígenas e a importância dos feiticeiros para as comunidades como forma de pertencimento e ligação espiritual com seus antepassados.

Não há, pois, razão de duvidar da eficácia de certas práticas mágicas. Mas, vê-se, ao mesmo tempo, que a eficácia da magia implica na crença da magia, e que esta se apresenta sob três aspectos complementares: existe, inicialmente, a crença do doente que ele cura, ou da vítima que ele persegue, no poder do próprio feiticeiro: finalmente, a confiança e a exigências da opinião coletiva, que formam à cada instante uma espécie de campo de gravitação no seio do qual se definem e se situam as relações entre o feiticeiro e aqueles que ele enfeitiça.

No exposto acima percebe-se claramente a importância de aspectos de feitiçaria em certas comunidades, é uma troca tanto quanto essencial para o andamento, o desenvolvimento e estruturação da sociedade, em que os elementos xamá são ao mesmo tempo íntimo e particular, para o xamá e também faz parte do corpo coletivo, pois só assim se pode verificar uma certa eficácia da magia. Como coloca o autor:
Esses três elementos daquilo que se poderia denominar de complexo xamanístico são indissociáveis. Ma vê-se que eles se organizam em torno de dois pólos, formados um pela experiência íntima do xamá, o outro pelo consensus coletivo.
Enfim o que Claude Lévi-Strauss está propondo mostrar no texto analisado é trazer para a esfera estrutural toda uma organização ritualista cuja interpretação se dá por vias de que os xamãs têm entre suas características de ser considerado até mesmo um psicanalista.
Outro autor da antropologia clássica que também toma em seus escritos o fator religioso como uma expressão cultural fortemente vivenciada em várias sociedades é Marcel Mauss que segundo Roberto Cardoso de Oliveira
Além da questão metodológica que a obra de Mauss propõe e que em “A prece” vimos tão bem formuladas seus ensaios revelam um esforço notável de construção de teorias parciais da sociedade.
Em sua obra intitulada: “Sociologia e Antropologia”, Mauss coloca que os processos por ele analisados, como o processo de trocas e sociedades ditas “primitivas” são mais do que um simples processo de troca mercantil, é sim uma troca simbólica.
O mais importante, entre esses mecanismos espirituais, é evidentemente o que obriga a retribuir o presente recebido. Ora, em parte alguma a razão moral e religiosa dessa obrigação é mais aparente do que na Polinésia.
Para Mauss tal processo de troca é em suma também um processo religioso se fzendo presente em rituais como o casamento, funeral, nascimento de filho, etc.
Os objetos ofertados em tais trocas também recebem uma conotação religiosa como o autor postula quando verifica a presença do Tonga que nada mais é do que o objeto que pode ser trocado. “São exclusivamente os tesouros, os talismãs, os brasões, as esterias e os ídolos sagrados, às vezes também as tradições, cultos e rituais mágicos”.
Segundo Mauss os taongas são então antes de mais nada um elemento espiritual mágico e sagrado ligados a cada indivíduo, ao clã e a terra.
Mas, para bem compreender o jurista maori, basta dizer: “Os taonga e todas as propriedades rigorosamente ditas pessoais têm um hau, um poder espiritual.
O que torna particulamente diferente o sistema de troca entre os povos “primitivos” é que o fator religioso atribuído a tudo o que é trocado eleva o grau e a singularidade não encontrado nas trocas feitos pelas sociedades modernas. Assim para Mauss o poder da troca não se faz mediante o valor atribuído aos objetos mais sim uma questão de honra e do poder de retribuir o que ganhou, pois evolve muito mais do que uma simples simetria de reciprocidade.
As relações desses contratos e trocas entre homens e desses contratos e trocas entre homens e deuses, esclarecem todo um aspecto da teoria do Sacrifício. [...] Sendo assim, essas trocas e esses contratos arrastam em seu turbilhão não apenas homens e casas, mas os seres sagrados que estão mais de menos associados a eles.
Embora os escritos sobre religião como uma categoria de análise recorrente da sociologia e antropologia estejam e voga desde os seus clássicos como se pôde ver acima, muito hoje se têm pesquisado sobre tal tema e principalmente no Brasil, tendo como foco principal o fator religioso como demarcador cultural e identitário nos diversos setores da sociedade.
Assim vários autores contemporâneos têm pesquisado sobre a importância da religião no cenário atual e o surgimento de novas correntes religiosas e suas funções, a mistura e o sincretismo que no país se torna uma marca bastante peculiar a cultura brasileira.
Neste trabalho se fez a opção de catalogar artigos e obras que refletem a especificidade do caso brasileiro frente aos novos processos significativos da religiosidade do povo brasileiro. Foram encontrados artigos na “Revista Sociologia: Ciência e Vida” . Na revista há artigos que remete desde a religião Católica, passando pelo Espiritismo, Cerimonial, indígena, Umbandista e uma nova abordagem que discute o que deve ser ensinado à temática religiosa nas escolas.
O autor Eduardo Gabriel, faz uma abordagem voltada para a reorganização da Igreja Católica frente a perda de fieis para outros segmentos religiosos, o autor coloca que essas nova organização se dá através da “Renovação Carismática Católica”, que incorpora as missas e festejos da Igreja Católica. Através do Censo de 2000 o autor faz uma comparação entre a população que afirma se católico é de 73,8% havendo uma queda em relação ao ano de 1991 que era de 83,3%.
É pois, dentro desse contexto religioso, em que a perda da hegemonia da Igreja Católica é o traço mais significativo que a Renovação Carismática Católica (RCC), hoje o principal movimento católico tenta ser um flanco de contentação dessa paulatina evasão.
Já para Emerson Griumbelli , outro sileiro está presente no Espiritismo, tal religião represente 1% da população segundo o Censo do IBGE de 2000, o que é suficiente para colocar o Brasil como o primeiro lugar. Os adeptos segundo o autor são em sua maioria mais escolarização e possui uma renda elevada e que se concentrada mais na zona urbana. “Trata-se de uma religião letrada, em que o livro e o cultivo intelectual são muito prezados”.
Segundo o autor há ainda dois aspectos que precisam ser levados em consideração e, relação ao Espiritismo no Brasil: o fato da aceitação quanto a noção de “reencarnação” principalmente entre os católicos, outro aspecto é que os Espíritos também podem pertencer a outras correntes religiosas tais como a Umbandista.
Para os Espíritos segundo o autor o princípio da caridade rege os fundamentos da doutrina em que a caridade é o principal promotor da evolução, neste sentido os adeptos estão a todo momento promovendo a caridade para caminhar no sentido de uma maior elevação do espírito.
Os demais artigos encontrados na revista vão ser colocados como anexos, afim de que possa servir como meio de consulta para trabalhos posteriores.




















Referencias Bibliográficas
GABRIEL,Eduardo. Necessidade do Sagrado . In: Sociologia: Ciência e Vida, ano II número 19, São Paulo,2008. Escala. p.46-53
GIUMBELLI,Emerson. Evolução em Estagios. In: Sociologia: Ciência e Vida; ano II, número 19, São Paulo, 2008. Escala. p.54-61
LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural; tradução Chain Samuel Kartz e Eginaldo Peires. — Rio de Janeiro: Tempo brasileiro,1975
MARX,KARL e FRIEDRICH Engels. A Ideologia Alemã; tradução Luis Claudio de Castro e Costa.— São Paulo: Martins Fontes,1998.
MAUSS,Marcel. Sociologia e Antropologia; Tradução de Paulo Neves.— São Paulo: Costa & Naify,2003.
WEBER,Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo; São Paulo:Martin Claret, 2006.

A saga dos patos..lá de casa...





“A Indústria Cultural: O Iluminismo como Mistificação de Massas.”
(Max Horkheimer e Theodor W. Adorno)

O mundo hoje vive em constante transformação cultural, social e econômica, propiciados pelos avanços tecnológicos difundidos e propagados pela globalização. Neste processo de mundialização em que as mais distantes culturas entram em contanto de forma direta e indireta através dos produtos midiáticos e suas avançadas tecnologias acarretando o choque de idéias, de ideologias, e que na verdade estão permitindo cada vez mais se toma conhecimento sobre as diversas manifestações culturais espalhadas pelo mundo.
Os processos de mundialização das culturas são processos que vem sendo de interesse também da indústria, a indústria que possibilita a propagação ainda mais rápida dos bens culturais, difundindo e permitindo uma semelhança entre as culturas. “Cada setor se harmoniza em si e todos entre si. As manifestações estéticas, mesmo a dos antagonistas políticos, celebraram da mesma forma o elogio do ritmo do aço.”
É verificando este aspecto do novo sistema de consumo cultural que Horkheimer e Adorno postula um novo conceito para o termo “Industria Cultural”, como coloca Barbosa : “Juntamente com Horkheimer, Adorno elaborou o conceito de “indústria cultural”, identificando a exploração comercial e a vulgarização da cultura, como também a ideologia da dominação da natureza pela técnica (que tem como conseqüência a dominação do próprio homem).” E assim ela continua a explanar o que seria para os autores essa industria cultural.
A expressão indústria cultural não é sinônimo de meios de comunicação. Tal expressão não se refere às empresas produtoras e nem às técnicas de difusão dos bens culturais. Em essência, significa a transformação da mercadoria em cultura e da cultura em mercadoria, ocorrida em um movimento histórico-universal, que gerou o desenvolvimento do capital monopolista, dos princípios de administração e das novas tecnologias de reprodução (sobretudo, a fotografia e o cinema). Em linhas gerais, a indústria cultural representa a expansão das relações mercantis a todas as instâncias da vida humana.

Para os autores, quanto mais se tem a capacidade de produzir e reproduzir os bens culturais há uma necessidade ainda maior dos produtores em fazer destes bens, uma industria forte e prospera que consegue manipular e restringir a capacidade individual, quanto mais se prega o poder de liberdade conferido pela aquisição dos bens. Faz um jogo duplo em que torna o material cultural especializado, em mais um produto para o consumo das massas e ao mesmo tempo em que faz dessas massas portadoras de codificações aptas a consumirem tais mercadorias, deslocando de sentido o papel singular da cultura, e o transformando em mais um produto que ao ser usado é rapidamente descartado e substituído por outros mais avançados.
A violência da sociedade industrial opera nos homens de uma vez por todas. Os produtos da indústria cultural podem estar certos de serem jovialmente consumidos, mesmo em estado de distração. Mas cada um destes é um modelo do gigantesco mecanismo econômico que desde o início mantém tudo sob pressão tanto no trabalho quanto no lazer que lhe é semelhante.
A Industria Cultural toma para si a modernização dos meios de comunicação de massa, tais como a TV, rádio,cinema, transformando o homem em sujeito de dominação, ao colocá-lo no centro das ações de produção e consumo. O que os autores estão colocando é que embora haja um avanço tecnológico e uma maior democratização dos meios de comunicação, há ao mesmo tempo uma alienação dos indivíduos afastando de si toda e qualquer possibilidade de esclarecimento e explicação do mundo real, a realidade é desconfigurada em face de uma incorporação do mundo imaginário ao poder do indivíduo. “A indústria cultural continuamente priva seus consumidores do que continuamente lhes promete.”
Para os autores, o poder atribuído a indústria cultural é contestado não pelo fato de usá-lo para controlar os meios de distração, mais sim por continuar a carregar junto de si os clichês ideológicos da cultura, quando na verdade deveria aniquilar tais imposições. “Quanto mais sólidas se tornam as posições da indústria cultural, tanto mais brutalmente esta pode agir sobre as necessidades dos consumidores, produzi-las, guiá-las e discipliná-las, retirar-lhes até o divertimento.” Neste sentido os processos de mecanização da cultura torna os homens reprimidos e privados do sentido de liberdade tão prometida pela renovação industrial, em que a industria fonográfica e cinematográfica ,principalmente estão no monopólio da produção produzindo arte carregada com um sentindo ideológico distanciando destas o poder contestador e critico vistos em outra época.
Os meios de comunicação de massa (veículos da indústria cultural) nos prometem, através da publicidade e da propaganda, colocar a felicidade imediatamente em nossas mãos, por meio da compra de alguma mercadoria: seja ela um CD, um calçado, uma roupa, um comportamento, um carro, uma bebida, um estilo etc. A mídia nos promete e nos oferece essa felicidade em instantes. O público, infantilizado, procura avidamente satisfazer seus desejos. Uma vez que nos tornamos passivos, acríticos, deixamos de distinguir a ficção da realidade, nos infantilizamos e, por isso, nos julgamos incapazes, incompetentes para decidirmos sobre nossas próprias vidas etc. Uma vez que não nos julgamos preparados para pensar, e desejamos ouvir dos especialistas da mídia o que devemos fazer, sentimo-nos intimidados e aceitamos todos os produtos (em formas de publicidade e propaganda) que a mídia nos impõe.
Neste processo de produção o que esta sempre em voga é a produção da igualdade, do sempre igual, excluindo tudo que venha a ser taxado como o novo. O ponto culminante neste aspecto é afastado tudo que ainda não foi testado pela industria,e quando há interesse neste produto é tomado como um produto já existente.
A industria cultural tem a tendência de se converter em um conjunto de protocolos, e, por isso essa mesma razão, de se tornar o irrefutável profeta do existente.[...] A ideologia cinde-se entre a fotografia da realidade bruta e pura mentira do seu significado, que não é formulada explicitamente, mas sugerida e inculcada.Pela demonstração de sua divindade o real é sempre e apenas cinicamente repetido. Essa prova fotológica não é precisa, mas é esmagadora.



Referências Bibliográficas
HORKHEIMER, Max e Theodor W. Adorno. Teoria da Cultura de Massa; In “Dialética do Esclarecimento — São Paulo,2000.
http://www.urutagua.uem.br//005/14soc_barbosa.htm

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Transposição Do Rio São Francisco...


14/10/2009 - 07h29
Religioso diz que visita de Lula às obras do rio São Francisco é "provocação barata"
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FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Recife

Entidades que se opõem à transposição das águas do rio São Francisco consideram uma "provocação barata" a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, pelo município de Barra (BA), onde vive o bispo Luiz Flávio Cappio, protagonista de duas greves de fome em protesto contra a obra, em 2005 e 2007.

"É uma provocação barata", disse o frei carmelita Gilvander Luís Moreira, integrante da Articulação Popular de Defesa do Rio São Francisco, entidade que reúne cerca de 700 organizações e movimentos contrários ao projeto de transposição.

Agência vê atraso de Estados nas ações para transposição
TCU suspende contratação de projeto ambiental do rio São Francisco
Lula vistoria durante três dias obras do rio São Francisco

"O bispo deixou uma vida tranquila em São Paulo para optar pelos pobres, enquanto Lula saiu da pobreza do Nordeste para optar pelos ricos", afirmou Moreira, que também é assessor da CPT (Comissão Pastoral da Terra) em Minas Gerais e atuou na divulgação dos protestos de Cappio durante as greves de fome.

Em Barra, Lula visitará obras de revitalização do rio São Francisco. Cappio e o presidente, porém, não deverão se encontrar. O religioso participa há uma semana de encontro com lideranças católicas da região em Barreiras (BA) e só deverá retornar à cidade no dia 18.

Mesmo sem a presença do bispo, o frei não descarta a possibilidade de haver protestos contra a transposição durante a visita presidencial. "Manifestações são naturais, mas a agenda dos movimentos sociais não anda a reboque da de Lula", declarou Moreira.

Para ele, as greves de fome "amaldiçoaram" o projeto, e "quanto mais a obra avançar, mais sertanejos serão prejudicados e se unirão contra ela". "O próprio andamento da obra irá inviabilizá-la", afirmou.

No campo jurídico, disse o frei, a esperança de paralisar novamente os trabalhos está na mobilização dos índios da região, que questionam a passagem dos canais por supostos territórios indígenas.

Além da revitalização do rio São Francisco, os grupos contrários à transposição querem que o governo federal utilize os recursos do projeto na construção de pequenas obras hídricas em todo o semiárido.

Diversos protestos já foram realizados, mas as manifestações mais radicais foram as greves de fome feitas por Cappio. Em 2005, ele permaneceu em jejum de 26 de setembro a 5 de outubro, em Cabrobó (PE). No final de 2007, ele repetiu o protesto, dessa vez por 23 dias, no município de Sobradinho (BA).

O que há por traz da Transposição do Rio São Francisco???




Dizem que o principal objetivo de se realizar a transposição do Rio São Francisco é o de levar água as populações nordestinas que vivem na seca, é o que sempre fala o Presitende Lula e seus aliados políticos, já outros estudiosos do assunto postulam que o verdadeiro e real objetivo é fazer um sistema grandioso de irrigação para beneficiar os grandes produtores rurais da região em que vai passar o novo curso do Rio,no caso em Pernambuco, Ceará, Parahyba e Rio Grande do Norte.
Mas o Rio São Francisco para os ambientalistas não tem condições de doar água para esse canal, poís ao longo do seu pecurso desde a sua nascente em Minas Gerais até a sua foz entre Alagoas e Sergipe sofre com os processos de desmatamento do seu leito, sofre com as barragens e Hidreletricas com os agentes poluentes.É preciso antes de tudo se pensar em levar água para algumas cidades que mais proximas do rio vivem em um constante processo de estiagem e sem água para consumo, ao inves de se pensar em transpor as águas do São Francisco é preciso antes oferecer ao Velho Chico uma revitalização para que se possa ver novamente os peixes e todo o ecosistema vivo as margens do rio.
Ao meu ver esse processo de transposição é mais um programa eleitoral que o então Presidente Lula e a corja do PT nos anos 90 votou contra o projeto do então Presidente FHC e hoje implanta com o simples proposito de levar água a quem não tem.
Faça-me rir.

A Palhaçada da Transposição do São Francisco...

Lula visita obras da transposição do rio São Francisco em Pernambuco
Presidente chega ao estado nesta quarta-feira (14), onde cumpre agenda até a sexta (16); comitiva vai percorrer as cidades de Arcoverde, Sertânia, Custódia, Floresta, Cabrobó e Petrolina

Da Redação do pe360graus.com

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Agência Brasil

Foto: Agência Brasil


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* Vídeo | Presidente Lula chega a Pernambuco para visitar obras de transposição do rio São Francisco

Aproximadamente um mês depois de visitar Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem mais uma vez ao estado. Dessa vez o presidente cumpre uma agenda que vai percorrer os principais pontos das obras da transposição do rio São Francisco, no Sertão.

De acordo com a agenda oficial, a chegada de Lula está prevista para esta quarta-feira (14), às 16h, na cidade de Arcoverde. De lá o presidente segue de helicóptero para o Lote 11, localizado entre os municípios de Sertânia e Custódia.

Lula não deve cumprir agenda pública na quarta-feira. Quando chegar ao Lote 11, o presidente deve visitar os trabalhadores que fazem o terceiro turno de trabalho no Eixo Leste da Transposição e seguir para o acampamento no Lote 11, onde passará a noite.

A agenda pública começa na manhã da quinta-feira (15), quando o presidente vai acompanhar uma apresentação do Ministério da Integração Nacional sobre a transposição do rio São Francisco. O encontro deve começar às 9h15, e será no Lote 11.

Às 11h30 Lula seguirá em helicóptero para a Barragem de Itaparica, no município de Floresta, também no Sertão do estado. A chegada na cidade está prevista para às 12h15. Na barragem o presidente vai visitar canteiros de obras do Eixo Leste da Transposição, a estação de bombeamento, onde tem um mirante, e o acampamento do Exército.

Lula seguirá ainda para a cidade de Cabrobó, onde visita o Eixo Norte da Transposição, localizado no Lote 1. O presidente dorme na cidade e na sexta-feira (16) vai conferir as obras de concretagem do canal do Eixo Norte. Ainda na manhã da sexta, ele se encontra com os trabalhadores.

No início da tarde, às 12h, a comitiva presidencial segue de helicóptero para a o último compromisso da visita ao estado. Na Vila Rural de Junco, localizada entre Cabrobó e o Lote 11, Lula participa de atividades com os trabalhadores. Depois do compromisso, o presidente segue de helicóptero para Petrolina, de onde parte para Brasília.

terça-feira, 29 de setembro de 2009





Festa de São Pedro.. 29 de junho de 2009 na cidade de Pão de Açúcar...
A festa de São Pedro é comemorada sempre no dia 29 de junho com uma procissão pelas águas do Rio São Francico


Desfile de carroça...São João 2009 em Pão de Açúcar..
O desfile de carroça se tornou tradicional em Pão de Açúcar e todos os anos acontece sempre o dia 29 de junho para fechar as festas juninas na cidade, uma das novas atrações desse desfile de carroças é um grupo de amigos que há quatro anos vem animando o trajeto vestindo trajes femininos e fazendo a alegria da população...

sábado, 26 de setembro de 2009

TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: “Projeto Água & Vida”


I. RESUMO DO PROJETO

Atualmente no cenário mundial, é visível a preocupação de uma significativa parcela da sociedade com a questão ambiental o que leva a uma preocupação de tentar compreender quais as proporções causadas ao meio ambiente e de como deve ser encarada essa nova realidade e de que maneira os diversos segmentos da sociedade percebem e agem no meio em que estão inseridos.
A pesquisa tem como proposta metodológica conhecer a situação ambiental, econômica e social das cidades situadas as margens do Rio São Francisco, principalmente as cidades localizadas no Baixo São Francisco em Alagoas, os municípios de Penedo, Igreja Nova e Piaçabuçu, essas cidades importantes meios de observação por estarem situadas em uma região que sofre bastante com a ação do próprio homem sobre o Rio São Francisco, assim é vital e importante a presença de um grupo pesquisa que possa desenvolver estudos e acompanhar a ação de certos atores sociais que estão presentes nessas cidades e que defendem e colaboram para a preservação e manutenção, como também do “equilíbrio” dos ecossistemas encontrados na região.
Assim um diagnostico é importante servindo como meio de analise que leve a elaboração de uma proposta de trabalho que vise a formulação de um plano educacional focando a questão ambiental, como também a elaboração de projetos de políticas públicas que servirá de instrumento para a utilização consciente dos recursos naturais, possibilitando a inserção de novos atores tanto na causa ambiental, como no modelo sustentável de vida, através da implementação de hortas comunitárias nas escolas situadas na região estudada.
Palavras chave: Meio Ambiente, Rio São Francisco, Sustentabilidade e Educação Ambiental.
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II. OBJETIVOS DO PROJETO DE PESQUISA

GERAL: Objetivo geral/meta do projeto “Água e vida”:
Educativo: Conhecer, promover e apoiar práticas educativas e culturais que permitam conscientizar e orientar a população local sobre a importância do uso racional dos recursos hídricos e naturais, formando grupos de educadores ambientais e a preparação para a implementação de hortas comunitárias nas escolas da região.
Operacional: Formação de novas redes de educadores e fortalecimento das já existentes através da parceria com instituições locais, tais como Sindicatos, Grupos Ambientalistas, Comissões Pastorais, Associações, Empresas, Secretarias Municipais, entre outras entidades. Até agora, já identificamos três fortes grupos de ação ambientalista: “Pescando lixo”(em Penedo), “Filhos do Velho Chico” e Grupo de Educação Ambiental (em Piaçabuçu).


ESPECÍFICOS: Objetivos específicos da presente proposta:
• Identificar os projetos, tanto na esfera pública como na privada, que visem ações de proteção do meio-ambiente, educação ambiental e sustentabilidade socioeconômica. Já identificamos três projetos, que estão sendo pesquisados, (vide acima).
• Mapear tais projetos no que se refere a suas linhas de atuação, seus planejamentos, suas ações (passadas e presentes) e suas interconexões, buscando compreender como se articulam se e como cooperam entre si, inclusive seu impacto e viabilidade para continuar. Esta parte está sendo realizada.
• Identificar e entrevistar os principais agentes governamentais e da sociedade civil engajados em ações relativas a questões ambientais, assim como os principais líderes – formais e informais – comunitários. Em andamento.
• Levantar dados sócio-culturais e econômicos da população local, identificando as classes econômicas, sua distribuição residencial, os grupos de poder e de influencia, as instituições públicas e privadas que atuam na área, as instituições religiosas e educativas. Em andamento.
• Levantar dados qualitativos sobre as percepções de questões ambientais e cidadania que atores sociais das diversas camadas econômicas e instituições encontradas tenham, buscando compreender a origem de tais idéias, assim como as ações (ou ausência de) resultantes das mesmas. Em andamento.
III. OBJETIVO ESPECÍFICO DO TRABALHO DO ALUNO

Igor Luiz é aluno da graduação do Instituto de Ciências Sociais, e já cursou a disciplina Antropologia 3 (Brasileira) com a coordenadora do projeto. Recebeu treinamento em metodologia em pesquisa cientifica e de campo e já tem contribuído para o andamento da pesquisa.
Igor Luiz fez pesquisa bibliográfica, preparando resumos sobre estudos de percepções da natureza e do meio-ambiente, valores e hábitos ligados à preservação da natureza, a relação indivíduo-sociedade com a natureza, resultante de busca da literatura tanto impressa como digital.
Sendo assim, ele foi parte integrante do preparo dos instrumentos de trabalho de campo: roteiros para entrevistas semi-estruturadas, temas e roteiros para grupos de foco, questionários.
Além disso, ele vem participando dos trabalhos em campo, apoiando a equipe na coleta de dados etnográficos, tanto qualitativos como quantitativos, participando, como auxiliar da assistente, das reuniões de grupos de foco.
Seu trabalho corresponde aos seguintes objetivos:
• Levantar dados sócio-culturais e econômicos da população local, identificando as classes econômicas, sua distribuição residencial, os grupos de poder e de influencia, as instituições públicas e privadas que atuam na área, as instituições religiosas e educativas.
• Levantar dados qualitativos sobre as percepções de questões ambientais e cidadania que atores sociais das diversas camadas econômicas e instituições encontradas tenham, buscando compreender a origem de tais idéias, assim como as ações (ou ausência de) resultantes das mesmas.
• Seu trabalho é relevante no que toca o preparo dos instrumentos de pesquisa, ao resumir importantes pontos teóricos e dados preliminares que iluminam temas centrais do estudo sendo realizado. Além disso, será responsável pelo apoio logístico que garantirá a produção e realização de grupos de foco, apoiando também na prática de campo com preparo da amostragem para aplicação de questionários, assim como na própria tarefa de aplicar questionários entre a população selecionada dos municípios em questão.

• Treinamento:
• - Pesquisa bibliográfica e resumo de textos,
• - Trabalho de campo etnográfico: observação-participante, entrevistas semi-estruturadas, conversas formais e informais, questionários,
• - Preparo de instrumentos de pesquisa, desenvolver perguntas para a pesquisa,
• - Entender a teoria da amostragem e selecionar uma amostra representativa
• - Utilizar grupos de foco no processo de pesquisa,
• - Apresentar, descrever e analisar dados da pesquisa.
• - Preparar relatório de forma eficaz.

• Metodologia a ser aprendida e usada pelo estudante:
• Trabalho de campo etnográfico: observação-participante, aplicação de questionários, entrevistas semi-estruturadas, conversas formais e informais,
• Grupos de foco: identificar possíveis participantes para o grupo foco (serão pelo menos três grupos foco por município), a seguir convidando estas pessoas para fazerem parte do grupo foco, assistir as reuniões do grupo foco, durante as sessões tomar notas para depois transcrevê-las.










IV. DETALHAR ETAPAS DO PLANO DE TRABALHO INDIVIDUAL DO BOLSISTA/COLABORADOR, EXECUTADO NO PERÍODO (AGOSTO/2008– JANEIRO/2009), VISANDO AO ALCANCE DOS OBJETIVOS DO PROJETO DEPESQUISA (VER PROJETO ORIGINAL).

• Fez revisão de literatura sobre municípios alagoanos e políticas públicas locais;
• Participou de treinamento sobre Trabalho de campo;
• Levantou dado preliminar sobre as Instituições e líderes locais;
• Serviu de apoio para entrevistas e Grupos foco;
• Analisou dados quantitativos coletados;
V. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS, DURANTE O PRIMEIRO SEMESTRE DA PESQUISA, DEIXANDO CLARO O AVANÇO TEÓRICO, EXPERIMENTAL OU PRÁTICO OBTIDO PELO PLANO DE TRABALHO INDIVIDUAL DO BOLSISTA/COLABORADOR DENTRO DO PROJETO DE PESQUISA.

Os Resultados obtidos são produtos da ida a campo e tendo como uma das primeiras metas o levantamento de dados sobre a situação ambiental, política, social e econômica, principalmente das cidades de Penedo e Piaçabuçu.
A situação ambiental nos municípios de Penedo e Piaçabuçu a priori são analisadas de forma bastante criteriosa pelos próprios pesquisadores sistematizando o que foi lido enquanto recurso teórico e o que se observa em campo. A situação ambiental nessas cidades é bastante critica principalmente as margens do Rio São Francisco onde se observa uma quantidade enorme de agentes poluentes, como por exemplo: garrafas pets, sacolas plásticas, enlatados, pinéus (em grande quantidade posto que seja comumente usado para alocar os barcos de pesca, o chamado canoas, ou botes), como também a grande quantidade de esgotos que correm para as margens do rio.
Rio São Francisco também sofre devido ao assoreamento causado pelo baixo nível de água que não é utilizada pela hidrelétrica de Xingó, provocando assim o avanço do mar sobre o rio. Assim se verifica que a falta de informação e de conhecimento tanto de alguns pescadores, como da população que vive e mora próximo as margens do rio.
O fator Político também contribui para os resultados parciais da pesquisa, é uma interferência direta no meio. A questão política é utilizada no questionário aplicado nas cidades, tentando identificar como a população ver o trabalho do setor público referente a questão ambiental e também econômica nas cidades. Perguntas como: Você gosta da cidade da forma como ela se encontra? A maioria dos entrevistados dá uma resposta negativa justificando que na cidade falta emprego, mais limpeza nas ruas, a questão da violência e etc. Muitos dos entrevistados, principalmente da cidade de Penedo acham que o centro Histórico da cidade deve receber uma atenção maior por parte dos governantes, assim eles esperam uma resposta, como se os únicos responsáveis pela preservação fosse apenas os governantes. Quanto ao fator ambiental a maioria das entrevistadas* já ouviu falar, mais não sabem o que significa. O mesmo se aplica ao termo “preservação ambiental, em que já ouviram falar mais não sabe como implementar esse termo ao cotidiano. Um dos objetivos da pesquisa foi positivamente cumprida com a presença na cidade de Penedo de um grupo que procura mover suas ações em torno da limpeza das margens do Rio São Francisco, é uma ação realizada principalmente por mulheres, tendo como nome “ Pescando Lixo”, posto que a ação principal do grupo é retirar da margem do rio a enorme quantidade de lixo deixada tanto pelos próprios moradores como também por turistas que visitam a cidade. Esse grupo esta sendo muito importante para o andamento da pesquisa na cidade de Penedo pois a cada visita existe e passa novas informações que contribuem para o fortalecimento da pesquisa na cidade. O impressionante e que também é um dado contido no questionário, é que embora o grupo já exista há dois anos, muitas das entrevistadas não sabem da existência do “Pescando Lixo” ou não conhecem por nome, apenas como um grupo de mulheres que “tiram lixo da beira do rio”.
Esse parcial desconhecimento dos entrevistados é detectado a um fator primordial da pesquisa e que se verifica ao se aplicar o questionário, o fator escolaridade, onde se verificou o baixo grau de escolaridade dos que responderam ao questionário e esse baixo grau de escolaridade é devido a ter que trabalhar cedo, ter casado cedo, ter tido filhos ainda muito novas e etc. e por possuir uma renda baixa, não são detentores de meios de comunicações modernos que possibilite um acumulo maior de informações, pois a maioria das pessoas é de famílias de pescadores e não estão tirando muito lucro na atividade que desenvolve devido a falta de peixes no rio, e também recebem auxilio de programas federais.
TÍTULO DO PROJETO DE PESQUISA: “Projeto Água & Vida”
VI. RELACIONE OS PRINCIPAIS FATORES POSITIVOS E NEGATIVOS QUE INTERFERIRAM NA CONDUÇÃO DO PROJETO E PLANO DE TRABALHO

Por se tratar de um campo de atuação em que o principal objeto de estudo é o ser humano e suas variadas formas de atuação no meio em que vivem. O pesquisador dessa área por mais preparado que esteja para atuar em campo não consegue calcular ou ao menos não sabe o que irá encontrar no local definido, o que será vivenciado a cada novo encontro, outras situações que contribuem tanto positiva como negativamente na pesquisa.
Assim aspectos positivos que marcam essa etapa da pesquisa ficam por conta do esforço bastante significativo do grupo “Pescando Lixo”, que disponibilizam a maioria do seu tempo para estarem ajudando da maneira como podem a nos mostrar caminhos, entradas e saída na comunidade, indicando e conversando com as pessoas do bairro em que atuam sobre o nosso papel e da importância que tem essa pesquisa como forma de proporcionar aos próprios moradores uma melhor oportunidade de vida, como também o que o pesquisador ganha realizando esse trabalho, é proporcionado a ele adquirir novos conhecimentos culturais, saberes populares, servindo como uma forma de enriquecer ainda mais os seus projetos de vida e de profissão. Ao mesmo tempo em que se ensina algo novo, como o que é meio ambiente? O que é preservação ambiental? O que é tombamento histórico? E tantas outras perguntas que foram feitas no questionário e que com prazer pudemos responder as pessoas, tendo a certeza de que as pessoas nunca mais esqueceram do que a elas foi dito, também se aprende, ouvindo muitas das vezes as historias contadas em meio a uma pergunta e outra.

Dos pontos negativos sempre se pode tirar alguma lição, ainda mais em se tratando de relações pessoais. Como por exemplo, não termos conseguido ainda entrevistar ou ate mesmo conversar com os administradores locais, que são fundamentais para o andamento do projeto e da pesquisa, pois é a partir deles que teremos uma visão do que de concreto está sendo realizado na cidade para com a questão ambiental. Outro fator negativo é a falta de tempo tendo em vista que na maioria das vezes temos que nos deslocar da cidade de Maceió em um dia de semana, podendo permanecer nos locais da realização da pesquisa apenas um dia o que torna o nossa produção de dados bastante deficiente.
Bibliografia
Andrade, Hernani de ( organizador) ; Cantigas de Orixás: 196 Pontos cantados e riscados; ed. 5°; Editora Pallas; Rio de Janeiro-RJ, 1996
Acquaviva, Marcus Cláudio; Lendas e tradições das Américas: Arqueologia, etnologia e folclore dos povos latino-americanos; Ed. 2°; Editora hermus, São Paulo-SP
Birman, Patrícia; O que é Umbanda: coleção primeiros passos; Editora brasiliense, São Paulo-SP, 1983
Braga, Julio; Fuxico de Candomblé: estudos afro-brasileiros; UEFS, Feira de Santana-BA, 1988
Costa, José Rodrigues da; Candomblé de Angola- Nação Kassanje: Historia, Etnia, Inkises, Dialeto Litúrgico dos Kassanjes; Ed. 3°; editora Pallas, Rio de Janeiro -RJ, 1996
Paleari, Giorgio; Religiões Afro-brasileiras ( http: //WWW.pime.org.br/mundoemissao/religiafrobras.htm)
Identidades coletivas no Contexto Religioso Afro-brasileiro

No inicio dos anos de 1980, a população brasileira vem vivenciando a construção e a implementação da Democracia como forma de governo. Este modelo político trouxe consigo a esperança de mais participação política da sociedade e também o reconhecimento de direitos fundamentais.
Mas as praticas e ações não correspondem às demandas, não são atendidas, deixando muita das vezes as ações por conta de grandes agentes estatais. No desenrolar do processo democrático fica claro a necessidade de reconhecer e aceitar a “pluralidade de grupos e identidades não homogeneizáveis, com agendas, características e demandas próprias, face as expressões dominantes do Estado, do Povo e da Nação.”
Os novos antagonismos sociais, muitos das vezes provocados pelas relações de opressão, preconceitos e exclusão apontam para uma crescente e relativa diversidade de atores sociais e coletivos, que redefinem fronteiras institucionais a partir de manter as bases para o seu reconhecimento e legitimidade, no entanto deve ser reconhecida de maneira tal que contemple as diferenças culturais de identidade coletivas, que articulam a integração social na busca de seus interesses.
As identidades definem fronteiras de um espaço em que se incluirão os interesses. Estes por sua vez, ropem fronteiras, ligando as pessoas como indivíduos que seguem suas estruturas de preferências e transgridem as obrigações e as normas coletivamente compartilhadas.

Antes de tudo é preciso compreender que por trás do processo de construção das identidades coletivas, há sempre a construção grupal das identidades, fundamental no sentido de dar conteúdo ao pertencimento do caráter político da diferença ao grupo social. O sentimento de pertencimento é necessário para o processo mobilizatório.
A essas praticas de reconhecimento de pertencimento grupal, no entanto, deve ser entendidas em decorrência de variadas mudanças ocorridas dentro do processo hierárquicos existentes na sociedade, principalmente em países ocidentais. Em que as identidades individuais dão lugar, sedem espaço para a configuração das identidades coletivas, onde o individuo não mais age por conta própria, mais sim se insere em um grupo social afim de que se possa obter reconhecimento e garantir direitos que lhe são fundamentais.
Cabe agora, tendo já discorrido sobre algumas características sobre o processo de formação de identidades coletivas, o próximo passo é discorre sobre tais identidades enfocando o contexto cultural inseridos no contexto das religiões afro-brasileiras.
No desenrolar de seu processo a globalização vem aniquilando as expressões culturais regionais e nacionais em nome de uma homogeneização da aldeia global, provocando com isso a partir da destruição de identidades culturais coletivas, em escalas expressivas de manifestações contribuindo assim para a multiplicação de patologias sociais como a violência em diferentes níveis.
Com o exposto acima, as religiões de matriz africana, em especial a Umbanda e o Candomblé, vem de um longo período sofrendo intolerância, perseguições. Com tais acontecimentos, as comunidades religiosas são forçadamente a se organizarem através de um corpo coletivo da população afro-descendente mostrando sua diversidade de composição.
Um dos processos que contribuem para a construção e talvez uma reconstrução da identidade cultural afro-brasileira é o candomblé e também a umbanda, que possuem particularidades etnico-raciais e culturais que seriam os conteúdos que passam a fornecer uma identidade social e cultural para o grupo.
O que permite o fortalecimento das identidades culturais afro-brasileiras são as construções dos movimentos urbanos que assentados sobre um determinado território, sendo um espaço de auto-reconhecimento e produzindo sua identidade, estimulando o pertencimento e solidariedade entre os indivíduos.
As religiões Afro-brasileiras: uma breve analise

A influência da cultura africana no Brasil esta posta no país de maneira bem característica na formação do povo brasileiro, sejam nas comidas, esportes, danças, artes e também através religião, talvez a presença mais marcante na sociedade, as religiões afro-brasileiras, as quais se destacam o candomblé que em todo o território recebe varias denominações, como Catimbó no Piauí, Xangô ou Changô em Alagoas e Sergipe.

Inseridas no contexto brasileiro na época da escravidão os povos vindos de todas as partes do continente africano juntamente com todo o conteúdo cultural passam a receber influência da cultura européia ocasionando e fazendo nascer religiões tipicamente brasileiras se utilizando tanto de elementos africanos como também de elementos da religião católica portuguesa. As religiões afro-brasileiras se expandiram e prosperaram desde o fim da escravatura em 1888 e agora se constituem como as mais freqüentadas e com milhares de adeptos em todo o país.
Esse patrimônio ganha extraordinária dimensão e significado especial porque não é apenas um complexo sistema de crenças estruturado para servir unicamente às necessidades religiosas.

Para melhor compreender o fascinante mundo das religiões afro-brasileiras e suas especificidades, se faz necessário fazer uma analise separadamente entre as duas religiões que o trabalho aborda.
Primeiramente a Umbanda, que se constitui como um fenômeno fundamentalmente urbano, mais que tem como base a reorganização das antigas tradições africanas, principalmente dos cultos aos deuses africanos. No contexto brasileiro umbanda recebe influencia de outras religiões que aqui se fazem presentes como a religião Kardecista, ou o espiritismo, do catolicismo e dos caboclos indígenas.
As crenças africanas mais puras que integravam a receita do sincretismo umbandista vão se desagregando a cada dia que passa em razão do predomínio do elemento branco, embora haja reações isoladas em contrario.
Com a influência de elementos brancos na religião Umbandista, ela não permanece estática, aceitando adeptos de todas as etnias e crenças. No Brasil é quase impossível detectar o número de adeptos e freqüentadores dessa religião. “O mundo da umbanda é povoado de espíritos e entidades espirituais que regulam a vida quotidiana e permitem que o fiel se relacione facilmente como o universo das realidades sagradas.”
Assim sendo a Umbanda tem por base a interferência espiritual sobre o cotidiano. O ritual não é o mesmo em todo o país, mudando assim de região para região.
As divindades da umbanda compreendem sete linhas, divididas em legiões e falanges. As linhas são as seguintes: de Oxalá, de Iemanjá, de Oxosse, do Oriente, de Xangô ( ou Changô, terminologia que seria a mais correta), de Ogum e Africana.

O panteão umbandista esta dividido em três categorias de entidades: Os Exus e Orixás, Caboclos que são espíritos de índios e os pretos-velhos que corresponde aos espíritos dos africanos. Essas entidades são marcadas pela pureza e pela necessidade de pratica ao bem. “Quanto a hierarquia litúrgica da umbanda, temos inicialmente o babalorixá ou babalaô (babalawo em Cuba e na República Domonicana) e a ialorixá ou babá.” Mais abaixo na hierarquia esta situado os ogãs que tem a função de entoar os pontos cantados,ou ao cantos e também dirigem os trabalhos de incorporação dos médiuns, em seguida estão os filhos e filhas-de-santo que são responsáveis por protegerem os médiuns enquanto estes estão responsáveis na realização das danças, e por ultimo e não menos importante nessa hierarquia estão os cavalos-de-santo, que são os médiuns quando incorporados por Exu.

Já o candomblé, outra religião de matriz africana muito presente na diversidade cultural brasileira, é marcada pelo culto as divindades da natureza, tais como o fogo, a água, terra e matas. Assim como a umbanda, também o candomblé recebe influência de outras religiões presentes no Brasil.
Candomblé é na essência, uma comunidade detentora de uma diversificada herança cultural, onde mesclam elementos provenientes, sobretudo da África Ocidental, e no Brasil, por força das relações de contato a que estavam permanentemente submetidos, integraram-se outros tantos componentes religiosos de proveniência igualmente variada.
Com o exposto acima o candomblé vê no espaço do terreiro, um local onde se mantiveram vivas e ainda hoje se mantêm os sistemas culturais herdados, em que todos os membros encontram-se unidos na mesma fé, protegidos pelos Orixás. O candomblé proporciona aos seus membros e adeptos uma participação em comunidade que de condições de viver de modo diferenciado dos padrões sociais vigentes em sociedade global.

Outro aspecto do candomblé é o trabalho de cunho social que são desenvolvidos como trabalho de base dentro das comunidades, despertando nos seus membros uma participação mais ativa nos debates públicos que visem o aprimoramento das políticas públicas no âmbito de melhorias de vida da população e minorias étnicas.

Talvez o principal elemento encontrado em um terreiro de candomblé está o culto aos vários deuses diferenciados em cada nação seja ela, ketu, Bantu, jeje entre outras. O candomblé cultua mais de cinqüenta das centenas divindades que são cultuadas na África. Os que mais se destacam em termo de culto e oferendas que são ofertadas estão, Oxalá que é o Deus maior e é relacionado ao Senhor do Bomfim e Cristo e os demais orixás que são: Xangô,Oxosse, Xapanã, Oxum, Ogum, Oxalá, Iemanjá, Iansã, Oxumaré e Ifã. Cada um recebendo atribuições e poderes das forças da natureza. Além de Exu que não é um orixá, mais que necessita ser cultuado sempre com o objetivo de não ser um impedimento na realização das festas em louvor aos outros orixás.
Neste trabalho não se faz necessário um aprofundamento maior sobre os Orixás e como são praticados os cultos, o que se pretende aqui é uma analise sobre o papel das identidades coletivas, que será investigado no capitulo seguinte.
As imagens que se seguem foram tiradas do Terreiro da Mãe Terezinha de Bamba e mostra bem tanto a influência de elementos católicos e a mistura entre a Umbanda e o Candomblé em um mesmo terreiro.
Introdução

No mundo contemporâneo os processos de transformação ocasionados pela globalização estão afetando todos os contextos culturais, ate mesmas as culturas mais tradicionais estão sofrendo um processo de homogeneização. Esse processo acaba por criar dentro das culturas mais tradicionais uma maior resistência e a busca por novas características peculiares de identidade.

Este trabalho vai tratar de duas questões essenciais buscando compreender num primeiro momento a constituição singular e ao mesmo tempo tradicional das religiões de matrizes africanas, que fincaram suas raízes e cultos aos deuses como forma de resistência e vencer a guerra contra a escravidão imposta ao povo africano. A primeira parte do texto tratará de maneira sucinta como são constituídas tanto o Candomblé e também a Umbanda, não se estendendo muito sobre tais.

Já a segunda parte do trabalho terá como foco de analise a questão das identidades coletivas, levando em consideração aspectos tanto ligados a questão cultural da formação das identidades, assim como um aspecto político impulsionado pelas novas formas de organização social e política da sociedade. E de como tais identidades são relevantes para a manutenção dos fatores culturais de grupos étnicos e afro-descendentes.

Como o foco da pesquisa foram as religiões afro-brasileiras na cidade de Pão de Açúcar a terceira parte deste estudo focará aspectos culturais de tais religiões no município sob o olhar de um único terreiro, o terreiro da Mãe Terezinha.

O trabalho ainda contará com a utilização de fotografia que servirá como um instrumento de forte caráter investigativo, auxiliando na construção da conclusão a cerca do objeto estudado.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

II Simpósio Alagoano de Ciências Sociais...

Galera estão abertas as inscirções para participar do II simpósio alagoano de Ciências Sociais que acontecerá na UFAL entre os dias 05 a 09 de outubro de 2009 no período da tarde e noite.
O Evento vem com o tema: As Ciências Sociais no Cenário Alagoano: 15 de Desafios e Conquistas.
As inscrições estão sendo feitas no ICS antigo CHLA na UFAl sempre no horário da tarde a partir das 14:00 até as 21:oo com certificado de 40horas.
Inscrições - Graduandos(10,00)
Graduados(20,00)
mais informações pelo blog(http://2simposiocso.blogspot.com/)
Participem!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Recepção ao feras de Ciênciais Sociais 2009/2

Foram dois dias de um primeiro contato dos calouros de Ciências Sociais com os seus novos colegas e com a Instituição.

Recepção ao feras de Ciênciais Sociais 2009/2

Dia dos Estudantes....

Hoje é dia do estudante mais nós estudantes universitários de universidade pública temos para comemorar ???

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ciências Sociais



Qual o significado das Ciências Sociais no Mundo Moderno ?




Ao longo da História, os homens se defrontaram com diversos problemas, esses de ordens pessoal e social. Ocorreram, no entanto, diversas tentativas de resolução, mas infelizmente pouco foi resolvido e ainda mais nesse sentido, muito se agravou.É nesse dilema que o Mundo Moderno se instaura, e, as Ciências Sociais possibilitam a compreensão desse, em todos os seus movimentos, principalmente no que se diz respeito a composição social .
O principal objetivo dessa Ciência, é permitir a compreensão, de que tudo o que acontece no mundo interfere na vida particular dos seres. Nem todos os Homens reconhecem isso e ainda muitos confundem seus dilemas pessoais com os sociais .Para explicar os de ordem pessoal, existem a Psicologia, a Psiquiatria, etc; Já os sociais são estudados pela: Sociologia, Ciência Política, Economia, Antropologia, História, etc.
Os diversos ramos, citados no parágrafo anterior, são estruturados por uma variedade imensa de pensamentos e tendências que se originam de vários autores clássicos. Portanto todo trabalho cientifico, nessa área, tem e deve sempre ter como base, a produção dos Homens nos seus diversos aspectos de vida.
Talvez a grande proporção dos problemas existentes no Mundo Moderno, tenha relação com a não conscientização,de que todos os seres humanos, entendam que suas vidas estão diretamente ligadas aos acontecimentos cotidianos da sociedade . Mas existem aqueles que possuem tal consciência, e esses são dominantes do verdadeiro significado das Ciências Sociais .




Rodolfo Luiz Maderic Richardo - Abril/1999
Ciências Sociais... buscando um novo sentido

As ciências sociais

Eu e as ciências socias se proponhe a ser um blog em que as principais tematicas abordadas por esta ciência sejam aqui discutidas e nos leve para um caminho de aprendizado e mais um mecanismo de enfrentamento da realidade. Que todos possam contribuir para a constução cada vez mais sólida das ciências sociais.